- TOOOOOOOOOOOOOOOMMMM!!! - gritei em direcção a ele.
O Tom estava completamente drogado, não se aguentava em pé, eu chorava cada vez mais, não sabia o que fazer.
- TOOOOMMMM !!! - gritei, ate que fez eco na escola. As pessoas que estavam em aulas ouviram o meu grito e foram ver o que se passava.
- Joana o que aconteceu? - disse Bill afelito.
- EU NÃO SEI, BILL NÃO DEIXES O TEU IRMÃO MORRER, PESSO-TE - chorei imenso, já não sabia a onde tantas lagrimas podiam cair.
- Não Joana não lhe vai acontecer nada, eu prometo sim? Mas o que se passou - disse o Bill olhando para o estado do irmão.
- BILL Chama uma ambulancia - dizia eu a chorar e a gritar.
- Eu já chamei amor , ela já vem ai , calma - apareceu a minha melhor amiga por tras de mim.
- JOANA! - gritou o Bill - o que aconteceu ?
Eu fique um pouco a olhar para ele a chorar.
- Bill o teu irmão apareceu aqui podre de bebado e como a droga já era tanta acabou por cair no chão - chorei coma cabeça do Tom no meu colo.
- Eu não acredito que ele se meteu nisso, ele não podia.
- EU SEI! - gritei para o Bill - Por isso mesmo não deixes que ele morra Bill- agarrei-me ao Tom a chorar.
- O que se pas.. - a stora Fernanda acabou por ver o Tom no chão com os olhos meio revirados - Joana o que se passou?
- Ele caiu no chão stora, com algumas drogas em cima dele - disse o Bill por mim, eu já não conseguia responder.
- Já chamaram uma ambulancia? - nesse preciso momento ouve-se a ambulancia. O Tom é levado para o hospital, entrou para as urgencias, eu fui com ele na ambulancia, mas não me deixaram ir com ele para as urgencias, era o que eu mais queria, eu agora não o queria largar.
Fiquei na sala de espera, mas estava inpaciente não conseguia estar ali, só chorava batia em tudo, estava com uma dor ainda maior daquela que eu já tinha.
- Amor? Para Joana. - agarrou-me a minha melhor amiga. ela estava outra vez a chorar comigo, parecia que tambem estava a suportar a dor que eu estava a sentir.
- Eu quero morrer- chorei tanto.
- Não digas isso amor, tudo vai ficar bem, vais ver- abraçou-me com a maior força. Eu tentei encontrar harmonia, no meio dos braços da minha melhor amiga, acabei por limpar as minhas lagrimas e ficar um tempo sem chorar, os meus olhos já estavam super vermelhos daquele choro todo. Ficamos na sala de espera durante 1hora e tal, eu já não aguentava mais, o Bill estava com uma cara pessima, algumas lagrimas vinham aos olhos dele, mas nada demais, ele depois lá acabava por limpar, mas mesmo assim notava-se, ele começou a ficar borrado, por causa da maquilhagem que suportava nos seus olhos.
- Então como é que ele esta? - perguntou a Ana ( minha melhor amiga ) ao medico que tinha aparecido na sala.
- Ele esta bem.
- Posso o ver? Por favor doutor. - Esta bem, pode o ver. E depois se o menino quizer ver o seu irmão pode ir também. - falou o medico para o Bill .
- Deixe ela ir primeiro, porque o meu irmão de mim, vai ter de ouvir muito. - disse o Bill.
Eles ainda ficaram um pouco a falar com o medico, eu corri para o quarto a onde o Tom estava, não aguentava mais, precisava mesmo de o ver. Quando abri a porta, ouvia o barrulho das maquinas, a sua respiração, ele dormia ainda, pois ainda devia de ter o efeito da anastezia. Cheguei bem perto dele, meti as minhas coisas numa cadeira que estava lá ao lado da sua maca. Comecei a chorar, passei a minha mãe na sua cabela, nas suas rastas depois peguei nas sua mão que permanecia em cima da maca, completamente esticada, algumas lagrimas cairam em cima dela.
- Porque Tom? Porque fizes-te isto? - chorei e pouxei a minha cabeça em cima da cama.
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